Evento de encerramento foi realizado no sábado, 7 de fevereiro, no Maravalley, no Rio de Janeiro
A Radix, empresa global de tecnologia e engenharia, realizou no último sábado, 7 de fevereiro, o evento de encerramento da terceira edição do Hackathon Radix, iniciativa desenvolvida em parceria com o Maravalley, ecossistema de inovação do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O encontro marcou a apresentação final dos projetos e a premiação das equipes vencedoras do desafio, que propôs o desenvolvimento de soluções inteligentes baseadas em dados e inteligência artificial para lidar com um dos temas mais desafiadores da atualidade do setor elétrico: caracterização de composição de carga e mapeamento de incidência de MMGD.
Ao longo de dois meses, os participantes trabalharam de forma colaborativa no desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial e integração com bases de dados de diferentes fontes, capazes de analisar e classificar diferentes perfis de consumidores e níveis de penetração de MMGD conectadas a subestações, gerando insumos que viabilizam umaa operação mais segura e eficiente do setor elétrico brasileiro. As soluções foram avaliadas por uma banca de especialistas do setor, considerando critérios como inovação, aplicabilidade, qualidade técnica e clareza do pitch.
Durante esta edição, a Radix recebeu 223 inscrições de estudantes de diversas universidades do Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte, como UFRJ (incluindo COPPE), UFF, UFRRJ, UFS, UFU, UFPR, USP, UFLA, UEG, UFPA, além de instituições como Estácio, Unilasalle, Unifran, UNICARIOCA, INFNET, FIAP e Centro Universitário Augusto Motta.
A equipe GaIA, com quatro integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, conquistou o 1º lugar, recebendo o prêmio de R$ 10 mil, com uma solução voltada à caracterização detalhada do perfil de carga por área e à representação da micro e minigeração distribuída (MMGD). A proposta combina delimitação geográfica avançada, análise de imagens de satélite, cruzamento de bases públicas de dados e métricas específicas para mapear demanda e geração, oferecendo uma visão integrada por subestação. Um protótipo funcional desenvolvido em Streamlit demonstrou o potencial da ferramenta para apoiar o planejamento e a operação do sistema elétrico.
O 2º lugar, com prêmio de R$ 5 mil, ficou com a equipe Linkfy, com cinco estudantes também da UFRJ, que apresentou o RADAR – Rastreamento Automatizado de Dados e Ativos de Rede, uma plataforma de inteligência geoespacial aplicada ao setor elétrico. A solução permite a classificação detalhada das cargas e do entorno, a visualização de indicadores de risco de supergeração, gráficos dinâmicos sobre a evolução da MMGD e modelos preditivos para análise de tendências, apoiando a tomada de decisão de forma integrada e visual.
Já o 3º lugar, premiado com R$ 2 mil, foi conquistado pela equipe Oxenvolts, composta por cinco estudantes da Universidade do Sergipe, com o projeto GridScope. A solução transforma grandes volumes de dados públicos em insights visuais, utilizando inteligência artificial e dados climáticos para identificar perfis de carga por subestação e prever a chamada “curva do pato” por classe consumidora. O objetivo é apoiar profissionais do setor elétrico na modelagem de cenários que garantam maior segurança e confiabilidade no equilíbrio entre oferta e demanda.
“Os projetos apresentados mostram o alto nível técnico e a capacidade de inovação dos participantes. A iniciativa reforça nosso compromisso em estimular soluções práticas e inteligentes para desafios reais do setor elétrico, aproximando talentos, empresas e centros de pesquisa”, afirma Hugo Portuita, gerente de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação da Radix.
A terceira edição do Hackathon Radix contou com mentorias, capacitações e apoio técnico de especialistas, além da colaboração com a AXIA Energia e o Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel).