Nos últimos anos, o consumo de energia deixou de ser apenas um fator de custo de operação para se tornar um elemento crítico da gestão operacional. A volatilidade de preços, a pressão por eficiência, a necessidade de maior confiabilidade e as exigências crescentes por transparência colocaram o desempenho energético no centro das decisões.
Para empresas industriais, operadores de grandes instalações, redes logísticas e campi complexos, a forma como o consumo de energia é gerido pode impactar diretamente a competitividade, a conformidade regulatória, a percepção de investidores e, de forma geral, a reputação da marca.
Diante desse cenário, é comum que organizações busquem respostas em investimentos de grande porte ou em metas isoladas de sustentabilidade. Mas, estratégias energéticas inteligentes não começam simplesmente com grandes investimentos em infraestrutura ou apenas definição de metas de ESG. Elas começam com uma medição confiável, em tempo real e orientada por dados. Informações baseadas apenas em dados históricos já não sustentam decisões eficientes no dia a dia da operação.
Esse novo ambiente exige sistemas inteligentes de gestão de energia, capazes de oferecer dados em tempo real, inteligência operacional e otimização contínua baseada em analytics e IA.
Inteligência industrial em tempo real
Apoiamos nossos clientes na transição de indicadores energéticos atrasados e fragmentados para plataformas inteligentes de gestão de energia, que integram sensores, IoT, dados operacionais, integração IT/OT e analytics avançado.
Essa abordagem permite a construção de um gêmeo digital, um modelo digital que conecta dados de consumo, equipamentos e sistemas operacionais ao contexto da operação, viabilizando a compreensão, a simulação e a otimização do uso de energia em cada ativo.
Estudos do Departamento de Energia dos Estados Unidos indicam que sistemas desse tipo podem reduzir o consumo energético em até 20% ao ano, a depender do setor e da estratégia de implantação. Na prática, em projetos conduzidos pela Radix em ambientes como logística, educação e grandes instalações, esses ganhos podem ser ainda maiores, ao identificar ineficiências em tempo real e automatizar correções diretamente nos sistemas operacionais.
Caso de sucesso: economia significativa em um campus universitário
O desafio da eficiência energética em grandes instalações é global!
Campi universitários, por exemplo, reúnem múltiplos edifícios, laboratórios e centros de pesquisa, estruturas dependentes de algum sistema de climatização, característica também presente em plantas industriais e operações distribuídas de grande porte, e concentra uma parcela significativa do consumo energético e das emissões associadas.
A Radix atuou junto à University of Massachusetts, Amherst, uma das principais universidades públicas de pesquisa dos EUA. Com mais de 7,6 milhões de metros quadrados de instalações e uma comunidade acadêmica em crescimento, a gestão eficiente do consumo de energia é um fator crítico para a instituição.
Por meio da otimização tecnológica, do aumento da visibilidade sobre o consumo energético, da implantação de sistemas inteligentes de redução de consumo e da criação de um Energy Command Center para suporte à tomada de decisão em tempo real, a universidade alcançou aproximadamente US$ 900 mil por ano em economia operacional, resultado direto do uso mais eficiente dos ativos energéticos.
Esse tipo de resultado evidencia como dados confiáveis, inteligência operacional e automação permitem transformar a energia de um custo fixo em um ativo estratégico para a organização.
É importante medir para agir
A razão pela qual a medição é tão central é simples: não é possível otimizar aquilo que não se enxerga. Um Sistema Inteligente de Gestão de Energia transforma fluxos energéticos opacos em inteligência operacional acionável. Entre as principais capacidades dessas soluções estão:
- Monitoramento detalhado
- Detecção de anomalias e manutenção preditiva
- Automação de sistemas de alto consumo
- Integração com sistemas corporativos e industriais
- Relatórios de sustentabilidade e desempenho energético alinhados a padrões reconhecidos
Pesquisas mostram que a transformação digital aplicada à energia pode gerar reduções de custo entre 10% e 30%, além de ganhos operacionais relevantes quando implementada em escala. Incorporar um Sistema Inteligente de Gestão de Energia aos fluxos operacionais é uma das formas mais rápidas de capturar esse valor, desde que esses sistemas não sejam tratados como um complemento tardio, mas como parte da estratégia central da operação.
Da estratégia à escala: o modelo de implantação da Radix
Na Radix, estruturamos transformações energéticas com foco em escala e resultados. Elas começam com um caso de negócio claro, envolvem desde cedo as equipes de operação e manutenção e priorizam retorno mensurável já nos primeiros meses. Essa abordagem estruturada inclui:
- Auditoria Energética Digital: Mapeamento do consumo atual, picos de demanda e lacunas de dados.
- Implantação de infraestrutura IoT: Instalação de sensores e medidores inteligentes, de forma não invasiva.
- Integração de plataformas e visualização: Conexão do Sistema Inteligente de Gestão de Energia com sistemas existentes de gestão e operação.
- Motor de otimização com IA: Aprendizado contínuo dos padrões de uso e ajustes dinâmicos de desempenho.
- Relatórios de sustentabilidade e conformidade: Automação de indicadores, benchmarks energéticos e rastreabilidade de emissões.
Esse método garante que a tecnologia não seja apenas instalada, mas efetivamente incorporada à operação, permitindo que os resultados escalam de um único site para portfólios distribuídos.
Transparência energética gera confiança
Ao estruturar a gestão energética com base em dados confiáveis, medição em tempo real e inteligência operacional, as organizações não apenas ganham eficiência, mas também ampliam sua capacidade de demonstrar resultados de forma consistente e auditável.
A pressão por transparência energética e redução de emissões não vem apenas de reguladores. Investidores, clientes e cadeias globais de suprimentos exigem evidências concretas de eficiência e descarbonização, não apenas compromissos formais.
Com dados energéticos em tempo real, as organizações conseguem demonstrar não só que estão reduzindo consumo e emissões, mas o ”como” esses resultados são alcançados. A transparência sobre o desempenho energético fortalece a confiança dos stakeholders e, consequentemente, o valor da marca.
Uma estratégia energética eficaz começa com visibilidade em tempo real, e isso significa medição. A transição energética não se resume à adoção de fontes renováveis; ela passa, necessariamente, por eficiência, inteligência e agilidade operacional.
Sobre a Autora
Natalia Klafke possui quase vinte anos de experiência abrangente em todos os aspectos do setor de petróleo, gás e energia, desde a otimização de operações de unidades petroquímicas, projetos Greenfield de refinarias e FPSOs, até a produção de petróleo e gás onshore e offshore.
Dedicada a impulsionar a inovação e a sustentabilidade para criar um futuro mais eficiente para seus clientes, Natalia aprimorou seu profundo entendimento dos desafios e oportunidades que o setor enfrenta, transformando isso em soluções e serviços que ajudam seus clientes a crescer e expandir, atendendo às demandas energéticas do presente e do futuro.