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Robô brasileiro conquista 3º lugar na BattleBots e é eleito “o mais destruidor” da temporada

Em sua terceira luta épica, o robô da RioBotz (PUC-Rio) arrancou as seis rodas de um dos robôs favoritos dos americanos durante a competição internacional de robôs de combate.

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A RioBotz, equipe de robótica da PUC-Rio, patrocinada pela Radix, chegou ao 3º lugar na BattleBots, torneio mundial de robôs de combate, cuja segunda temporada foi ao ar no canal ABC da TV aberta norte-americana, desde o dia 23 de junho até 1º de setembro. No Brasil, o programa estreou no dia 28 de abril, no Discovery Turbo e teve seu último episódio nesta sexta-feira, 07 de julho. A equipe carioca com seu robô Minotaur chegou invicta no último episódio da temporada, que exibiu as quartas de final, semifinal e final, tendo duas horas de duração.

Apresentado pelo júri como o “mais dominante durante toda a temporada e o que deixou os maiores rastros de destruição", Minotaur mostrou que com seus 113kg e seu tambor dourado que pode rodar a 10 mil RPMs, é um adversário literalmente de peso. O robô da PUC-Rio enfrentou Bronco, um dos favoritos dos americanos, e venceu a luta ao arrancar as seis rodas do robô adversário. “Arrancamos uma a uma. Ele era muito maior que nós, mas não teve nenhuma chance conosco. Foi mágico!”, revelou Daniel Freitas, o piloto da RioBotz. Com a vitória, Minotaur foi para as semifinais do reality show, em que lutou com o temido Bombshell, de uma equipe da Georgia, que tinha três diferentes armas, podendo escolher entre o machado, o disco vertical ou uma barra horizontal. O robô brasileiro começou a luta mostrando que é capaz de destruir os rivais, mas em um ataque surpresa foi golpeado e perdeu uma de suas rodas, o que não foi motivo para fazer Minotaur desistir da luta, mas culminou na vitória de Bombshell. “Demos azar. Eles conseguiram dobrar nossa parte traseira com o disco vertical, levantando uma roda e nos deixando imobilizados por dez segundos. Acabamos perdendo a luta”, lamentou Freitas.

O campeão desta segunda temporada de BattleBots foi o robô Tombstone, da Califórnia. Nos episódios anteriores, Minotaur fez sua fama de "o mais destruidor" ao deixar o robô Blacksmith em chamas e arrancar a cabeça do Warhead. Segundo o coordenador da equipe e professor do Departamento de Engenharia, Marco Antonio Meggiolaro, a participação no evento foi uma vitória.  “Foi uma experiência fantástica participar de uma competição tão disputada como essa. Os alunos ganham em aprendizado e a RioBotz conquista um título inédito, ficando entre as melhores equipes de robótica do mundo”, declarou Meggiolaro.

Esta segunda temporada da BattleBots contou com 56 equipes cujos robôs são da mais alta categoria de combate. “É a mais importante competição da qual já participamos em 13 anos de muitas batalhas. Há times patrocinados pela Nasa, Space X e diversas empresas do Vale do Silício, além de campeões do Reino Unido, Canadá e Austrália. Por esse motivo, o desafio é gigantesco e foi uma honra competir com os melhores do mundo”, contou Meggiolaro.

Para o ano que vem, são grandes as expectativas de uma nova temporada da BattleBots e Meggiolaro está confiante de que serão convidados novamente: “O Minotaur causou um enorme impacto entre o júri e os participantes”. Segundo ele, este ano, a temporada chegou a uma audiência de cerca de 3,5 milhões de espectadores por episódio, competindo com outros programas, como The Big Bang Theory, por exemplo. Já que a audiência da BattleBots foi superior à do programa que ocupou o mesmo espaço no ano passado, Meggiolaro acredita que dificilmente não haverá nova disputa em 2017.

Atualmente, o Minotaur está desmontado no laboratório da RioBotz, na PUC-Rio. De acordo com Meggiolaro, o “mais destruidor” foi feito especialmente para a competição e é exclusivo para a BattleBots.