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Alunos da UFPB usam energia fotovoltaica em purificador de água

Ideia nasceu a partir da necessidade de projetar um aparelho que atendesse as necessidades básicas de tratamento de água de uma residência sem tecnologia. Projeto faz parte do programa Sustentabilidade Radix.

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Alunos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) usam a energia fotovoltaica como solução para tratamento de água de residências sem infraestrutura, principalmente assentamentos, comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas. A ideia fazia parte de um estudo teórico dos estudantes do curso de Engenharia de Energias Renováveis, que puderam colocar na prática após vencerem o primeiro edital do programa Sustentabilidade Radix, lançado no final de 2015.

Após um ano e seis meses de desenvolvimento, o projeto chegou ao fim e já há possibilidades de expansão. “Vimos que as possibilidades de derivar o sistema eram enormes, e graças ao apoio da Radix, percebemos que podemos estender o projeto para uma esfera maior, já que no projeto inicial o aparelho atendia apenas uma família, hoje vislumbramos uma possibilidade de fazer um aparelho maior com as mesmas finalidades. Aplicamos a mesma ideia para um flutuador onde o mesmo é ancorado no corpo hídrico e é capaz inicialmente de bombear 600L de água por dia, outra possibilidade é uma maleta, onde todo o sistema é abrigado, e pode ser levado a qualquer lugar de forma prática”, comentou Nickson Eduardo, um dos integrantes da equipe.

A energia fotovoltaica é produzida a partir da luz solar e pode ser gerada mesmo em dias nublados ou chuvosos, mas quanto maior for a radiação solar, maior será a quantidade de eletricidade produzida. “Quando a luz solar incide sobre uma célula fotovoltaica, os elétrons do material semicondutor são postos em movimento, desta forma gerando eletricidade. A equipe criou um aparelho eficiente que pode ser usado em zonas remotas, onde não existem linhas de transmissão, tais como: zona rural, aldeias indígenas, zonas de guerra, assentamentos”, explicou Eduardo.

O purificador de água desenvolvido pela equipe garante 98% da limpeza da água. “Devido ao comprimento de onda do UV 254nm, um tempo de exposição de 30 a 100 mW-seg/cm2 e usando um filtro de partículas para deixar a água o mais cristalina possível, tivemos resultados acima de 98% em se tratando de desinfecção da água, em relação a vida biológica, mas infelizmente não obtivemos sucesso no tratamento de cianobactérias”.