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Radix visita Instituto Terra e acompanha a recuperação de nascentes da região do Vale do Rio Doce

Instituição, do casal Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado, participa do programa Sustentabilidade Radix.

Instituto terra radix foto de weverson rocio Foto panorâmica da RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra. (Crédito: Weverson Rocio)

Duas instituições. Um objetivo em comum: recuperar a região do Vale do Rio Doce. Desde 1998, ano de sua fundação, o Instituto Terra tem como objetivo principal o desenvolvimento sustentável do Vale do Rio Doce. Em 2015, após o rompimento das barragens em Mariana (MG), a Radix lançou um edital especial do programa Sustentabilidade, com o intuito de ajudar na recuperação da região atingida.

O projeto Olhos d’água, do Instituto Terra, foi um dos selecionados e, hoje, com patrocínio da Radix, está em fase final do tratamento de duas nascentes localizadas no município de Santa Rita do Itueto (MG), nos córregos Ipiranga e Bananal.  Além disso, a parceria também resultou na implantação de uma fossa séptica em uma propriedade rural. Esta semana, a Radix esteve presente na instituição e acompanhou os projetos de perto. 

Uma das nascentes do município de Santa Rita do Itueto que está sendo recuperada.

O programa Olhos d’água já recuperou mais de 30 nascentes.

As águas das nascentes compõem os rios e córregos da região.

Após mobilizar a comunidade e conscientizar o proprietário rural sobre a importância de recuperar e conservar os recursos hídricos, em especial as nascentes, que além do abastecimento das residências, na maioria das vezes, é a única fonte de água para todas as atividades agropecuárias da propriedade, o corpo técnico do Instituto Terra junto com o proprietário rural já realizaram o isolamento das nascentes e implantaram a fossa séptica biodigestora, capaz de tratar o esgoto de uma casa com até cinco moradores.

“Grande parte dos problemas de saúde que enfrentamos no país vem do nosso sistema de esgoto. Aqui, é comum os proprietários rurais usarem o que chamamos de fossa negra, que é simplesmente um buraco no chão que leva o esgoto direto para o lençol freático, o que contamina a água e gera uma série de doenças. Com o projeto, fornecemos todo o material, canos de esgoto e ainda ajudamos a instalar a fossa séptica biodigestora”, contou Luciano Suim, representante da parte de extensão ambiental do Instituto Terra.     

Mais de 180 reservatórios já foram instalados pelo Instituto Terra.  

O próximo passo para finalizar o projeto de recuperação das duas nascentes será a plantação das mudas de espécies florestais.

Desde 1999, já foram produzidas, no viveiro da instituição, mais de quatro milhões de mudas de espécies de Mata Atlântica. 

Técnicos do Instituto Terra trabalham no plantio de mudas. As mudas abastecem tanto os plantios na RPPN Fazenda Bulcão quanto os projetos de restauração que o Instituto desenvolve na região.

Assim como a Radix, o Instituto Terra acredita que investir no desenvolvimento de jovens é fundamental para o crescimento do país. No programa Olhos d’água, de recuperação de nascentes, a instituição conta com a participação de estudantes a partir dos 18 anos, que tenham feito algum curso técnico. Estes alunos têm a oportunidade de aprender na prática e são orientados pelos técnicos da instituição. Após o tempo de aprendizagem, mais de 80% dos estudantes são empregados na região. Hoje, o Instituto Terra conta com 13 técnicos que trabalham na instituição e que fizeram parte do programa de estudantes.

Com olhar engajado nas causas sociais e ambientais, o renomado fotógrafo e economista brasileiro, Sebastião Salgado, junto com sua esposa Lélia Deluiz Wanick Salgado, tinha um sonho: devolver à natureza o que décadas de degradação ambiental destruiu. Para realizar esse sonho, eles fundaram o Instituto Terra, responsável por administrar a Fazenda Bulcão, constituída por uma área de mais de 700 hectares. Desta área total, mais de 600 hectares são reconhecidos como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) – que não contém construção, tratando-se da primeira RPPN em uma área degradada de Mata Atlântica.


Entrada do Instituto Terra.